Nem tanto sobre Tio Patinhas…

Semana passada houve o anuncio da remasterização do game do Nintendo (o famoso Nintendinho), Ducktales. Nesse momento você recebe uma explosão nostálgica automática de sua música tema de abertura do desenho animado, e todos aqueles mais de 100 episódios que foram produzidos começam a povoar sua mente.

O game produzido pela CAPCOM – previsto para o verão americano deste ano e disponível nas lojas online – traz muito da versão original dentro desse visual em 3D adaptado para esse gênero de plataforma, por sua vez característicos por possuir a narrativa com aventura envolvendo personagens não humanos, que possui uma grande aceitação no mercado de jogos digitais.


“Ducktales” (1985), para NES.

 
“Ducktales Remastered” (2013), para PS3, XBOX360 e Wii U.


No entanto, “Ducktales Remastered” faz parte de uma série de remakes, por assim dizer, que vêm sendo lançados nos últimos anos. Desenvolvido pela RARE o game intitulado “Donkey Kong Country” (1994) – desenvolvido para o console doméstico Super Nintendo – é um dos principais exemplos depois dos tradicionais “Super Mario Bros.” (Nintendo, 1985) e “Sonic The Hedghehog” (SEGA, 1991), ficou em 3º lugar em vendas, em 2007 (mesmo vários anos após seu lançamento), enquanto que sua nova versão, “Donkey Kong Country Returns” (2010), para o console doméstico Nintendo Wii, se destacou como 1º lugar nos primeiros 9 meses de vendas.


“Donkey Kong Country” (1994), para Super Nes e “Donkey Kong Country Returns” (2010), para Nintendo Wii.


Atualmente, jogos de décadas passadas vêm sendo relançados para que um público atual os conheça, não apenas pelas personagens (muitas vezes carismáticas), mas por sua história e também para adaptar a uma linguagem visual, hoje muito mais rica, visto a qualidade de processamento dos novos consoles.
A versatilidade que existe, presentemente, permite ter o console conectado a internet, possibilitando o download de uma versão demonstrativa e gratuita, favorecendo a escolha do jogador. A PSN (Playstation Network) e a Xbox Live são exemplos de redes onlines que disponibilizam esse material, da mesma maneira que é possível comprar e transferir para o seu console doméstico, ou computador pessoal, jogos completos.
Um exemplo de jogo que passou por esse processo é a franquia “Rocket Knights Adventures” (KONAMI, 2010), o qual também foi lançado primeiramente para videogames de 16bit, e recentemente teve uma versão atualizada para a linguagem atual mantendo suas características originais.


“Rocket Knights Adventures” (1993), para Mega Drive e “Rocket Knight” (2010), para PS3.


“Sonic The Hedgehog 4” (SEGA, 2010), inicialmente não foi bem recebido, não apenas pela jogabilidade com delay – pelo menos foi a sensação que tive quando o joguei – prejudicou a aceitação do público cativo, além do fato de muitos esperar uma história sequenciada após os eventos de “Sonic & Knuckles” (SEGA, 1994). Contudo, ao ver o Episódio 2, na sua versão para iPhone, pareceu bem mais divertida. Acho que acaba dependendo muito do dia que você acorda e pretendo, em breve, dar uma nova chance ao jogo do ouriço. Enquanto que em “Sonic Generations” (SEGA, 2011) num momento parece bacana, mas me incomoda um pouco o esquema de câmera usado desde que ele foi lançado pra Dreamcast.


Sonic The Hedhehog 4 – episode 1 (2010), para PS3 e XBOX360.


Sonic & Knuckles (1994), para Mega Drive.

 
Sonic Generations (2011), para PS3 e XBOX360.


Por outro lado, “Rayman Origins” (Ubisoft, 2011), tem sido um dos meus favoritos, atualmente. Digno de dispensar horas e horas, ficar com os dedos doidos, graças a sua jogabilidade, em que a cada fase que o personagem avança, adquiri uma nova habilidade. Dessa maneira, surge uma ação nova para você explorar locais diferentes, e com um level design muito bacana fazendo você usar todas essas acrobacias conquistados, principalmente nas fases de caça aos baús. ¬¬


“Rayman” (1995), para Playstation.


“Rayman Origins” (2011), para Playstation 3, XBOX360, PC, Nintendo3DS e Playstation Vita.


A nostalgia desses games pode ser um ponto bastante positivo nessas adaptações, além de combinada com um belo visual, jogabilidade diferenciada e mesmo com uma narrativa simples, ainda torna-se uma boa opção para jogar com os amigos, ou mesmo tardes chuvosa e madrugadas adentro.

Ateh! _o/

 

 

 

Ps: Em tempo, post adaptado com base no texto original extraído do TCC da Pós-Graduação em Jogo Digitais, em desenvolvimento (2013), escrito por Fernanda Zabudowski, Wagner Prokot & Wagner Régis.

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